O ator Tim Allen compartilhou reflexões sobre sua trajetória pessoal, sua jornada de fé e os quase 30 anos de sobriedade durante uma entrevista recente à revista US Weekly. Conhecido por dar voz ao personagem Buzz Lightyear na franquia Toy Story, Allen também falou sobre o impacto duradouro da animação, os desafios da carreira em Hollywood e experiências que marcaram sua vida.
Ao comentar o sucesso de Toy Story, lançado em 1995, o ator afirmou que poucos envolvidos na produção imaginavam a dimensão que o filme alcançaria ao longo das décadas.
“Quando vimos Toy Story pela primeira vez, todo mundo na sala ficou tipo, ‘Não sei o que pensar disso’. Os chefões estavam muito inseguros de que daria certo. Pensaram: ‘Talvez a gente lance direto em DVD’”, relembrou.
Com a estreia de “Toy Story 5” prevista para os próximos anos, Allen destacou que o novo filme aborda a relação das crianças com a tecnologia. Segundo ele, uma das cenas mostra jovens totalmente concentrados em seus celulares, tema que chamou sua atenção durante uma exibição prévia.
O ator elogiou a Pixar por incentivar a valorização das brincadeiras e da interação além das telas. Para ele, a abordagem demonstra coragem ao tratar de uma realidade presente na vida de muitas famílias.
Além do trabalho na franquia animada, Allen construiu uma carreira de destaque no cinema e na televisão, participando de produções como Família em Obras, Um Homem entre Mulheres e a franquia Meu Papai é Noel e, mais recentemente, da série Reparos em Família.
Durante a entrevista, ele também comentou os desafios de continuar atuando em Hollywood após décadas de carreira. Allen afirmou que procura manter uma postura respeitosa diante das mudanças na indústria, embora reconheça que, em alguns momentos, tenha dificuldades para lidar com novas abordagens profissionais.
Ao recordar sua história pessoal, o ator falou sobre a morte de seu pai, Gerald M. Dick, vítima de um acidente causado por um motorista embriagado em 1964, quando Allen tinha 11 anos. Segundo ele, a perda provocou profundas mudanças em sua vida.
“O trauma tem esse efeito. Eu me voltei para o meu lado espiritual, metafísico ou religioso”, declarou.
Allen afirmou que sentiu falta da relação que mantinha com o pai biológico, especialmente por compartilharem interesses semelhantes. Ele também fez questão de elogiar o padrasto, a quem descreveu como uma pessoa bondosa e importante em sua formação.
Outro momento marcante de sua trajetória ocorreu em 1978, quando foi preso em um aeroporto de Michigan transportando cocaína. Após se declarar culpado, cumpriu cerca de dois anos em uma prisão federal.
Segundo o ator, o período de encarceramento foi decisivo para repensar sua vida e seu futuro.
“Eu não queria fazer isso nunca mais. Humilhei minha família, meus amigos e a mim mesmo. Não queria cometer esse erro novamente”, afirmou.
Allen também abordou sua caminhada espiritual e disse que passou boa parte da vida questionando acontecimentos difíceis e tentando compreender o sofrimento humano.
“Por muito tempo, eu ainda gostava de ir à igreja de vez em quando, mas, no fundo, eu pensava: ‘Eu não gosto desse Criador porque ele pode levar qualquer pessoa a qualquer momento, sem motivo algum’”, relatou.
Segundo o ator, sua perspectiva mudou com o passar dos anos. “Aprendi a parar de perguntar”, declarou.
Ao falar sobre a família, Allen destacou que a sobriedade transformou sua relação com as filhas. Ele explicou que sua filha mais velha, Kate, conviveu com ele durante os anos em que enfrentava problemas relacionados ao vício, enquanto sua filha mais nova, Elizabeth, o conhece apenas como um pai sóbrio.
“Com a mais nova, vejo como é diferente, já que estou sóbrio há quase 30 anos. Ela nunca conheceu aquele cara”, afirmou.
No ano passado, Allen revelou que concluiu a leitura do Antigo Testamento e iniciou o estudo do Novo Testamento. Na ocasião, disse estar impressionado com a carta do apóstolo Paulo aos Romanos, experiência que descreveu como parte importante de sua contínua jornada espiritual.
Você gostou desse conteúdo? Compartilhe!

COMMENTS