HomeGospel

Teólogo liberal duvida da Bíblia sobre Jonas: Conto popular

OPERAÇÃO CHUVA 2026

O teólogo e bispo anglicano N. T. Wright afirmou não ter certeza sobre a historicidade de algumas figuras conhecidas das Escrituras. A declaração foi feita durante participação no podcast Ask NT Wright Anything.

Ao responder perguntas no programa, Wright evitou confirmar de forma categórica a existência histórica de personagens como Adão, Jó e Jonas. Suas declarações geraram repercussão entre teólogos e pastores, especialmente em debates sobre a relação entre interpretação bíblica, confiabilidade histórica e implicações doutrinárias.

Durante a conversa, o bispo destacou que há evidências externas limitadas sobre figuras como Moisés, Jó e Jonas. Ele afirmou que os cristãos devem considerar as mensagens centrais dos relatos bíblicos, como a fidelidade em meio ao sofrimento, a misericórdia para com os inimigos e a liderança sob a direção de Deus.

Ao abordar o relato de Gênesis, Wright comentou sobre Adão e Eva. Ele afirmou que o texto faz parte de uma tradição antiga do Oriente Médio e disse não interpretar a criação como uma semana literal de 24 horas.

“Estou inclinado a ver um casal humano original”, declarou. Ele descreveu essas figuras como “hominídeos” ou “criaturas semelhantes a humanos” e sugeriu que poderiam ser compreendidos como “proto-humanos” ao longo de um período extenso.

Wright afirmou que, em sua compreensão, Adão e Eva teriam sido chamados para um propósito específico dentro do plano de Deus. “Se existiu um Adão e Eva originais, seria disso que se tratava”, disse.

Ao comentar o Livro de Jó, o teólogo afirmou que o texto pode ser entendido como uma narrativa com características literárias. Ele comparou a obra a um drama, destacando o uso de linguagem poética e estrutura elaborada.

“Não acho que haja nada no livro de Jó que me faça dizer que existiu esse sujeito exatamente como descrito”, afirmou. Wright sugeriu que o livro pode funcionar como uma história com propósito moral, voltada à transmissão de ensinamentos sobre sofrimento e fidelidade.

Sobre o relato de Jonas, presente no Livro de Jonas, Wright afirmou que o texto pode ser compreendido como um conto com elementos narrativos simbólicos. Ele mencionou a referência feita por Jesus ao profeta nos Evangelhos, incluindo Evangelho de Mateus e Evangelho de Lucas.

Wright declarou que tende a interpretar a menção de Jesus como referência a alguém considerado real em seu contexto. “Quando Jesus diz isso, ele pode estar se referindo a um relato conhecido”, afirmou, ao comparar o uso a referências culturais presentes em narrativas literárias.

Em relação a Moisés, o teólogo demonstrou posição diferente. Ao comentar a figura do líder de Israel, Wright afirmou acreditar em sua existência histórica. “Tenho certeza de que existiu um Moisés histórico. Seria muito difícil inventar alguém assim”, declarou.

Ele também destacou a descrição bíblica de Moisés como “muito manso” como um possível indicativo de autenticidade histórica. “Por que o escritor diria isso se estivesse criando a imagem de um grande líder?”, questionou, acrescentando que esse tipo de detalhe pode refletir memória histórica preservada.


Fonte: clique aqui.

Você gostou desse conteúdo? Compartilhe!

COMMENTS