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Na Marcha, Flávio diz que país vive ‘guerra espiritual’

Durante a Marcha para Jesus realizada na última quinta-feira, 4 de junho, em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o Brasil vive uma “guerra espiritual” e declarou que o “mal” será retirado do governo federal ainda neste ano. A fala foi feita durante seu discurso em um dos trios elétricos que participaram do evento.

O parlamentar pediu orações pelo país e disse que a mobilização dos evangélicos representa uma resposta ao que chamou de “mundo do mal”. Em outro momento, solicitou orações para o ex-presidente Jair Bolsonaro, repetiu o slogan “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” e declarou que o Brasil “vai voltar a ser a nação de Israel”.

A 34ª edição da Marcha para Jesus reuniu lideranças políticas, religiosas e milhares de participantes nas ruas da capital paulista. Estiveram presentes o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da cidade, Ricardo Nunes (MDB), parlamentares e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, entre eles Guilherme Derrite, apontado como pré-candidato ao Senado.

Durante sua participação, Tarcísio afirmou que “São Paulo é do Senhor Jesus” e defendeu uma transformação baseada na fé. No palco principal, cantou uma música gospel e voltou a fazer referências religiosas. Ricardo Nunes também discursou e foi aplaudido ao mencionar a presença de Flávio Bolsonaro.

Neste ano, a Marcha para Jesus adotou o tema “todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor”. O apóstolo Estevam Hernandes, presidente do evento, afirmou que a escolha foi inspirada em passagens bíblicas relacionadas à pregação do Evangelho e à missão da Igreja.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, também participou da marcha. Em sua fala, declarou que a luta dos cristãos não é contra pessoas, mas contra “os principados deste mundo”.

Antes do início do evento, Estevam Hernandes afirmou que sua tendência é apoiar uma eventual candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, essa posição está relacionada ao atual cenário de polarização política. Questionado por jornalistas sobre temas políticos e sobre sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, o senador não respondeu aos questionamentos.

Após o percurso da marcha, Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes participaram das atividades realizadas no palco principal. Durante seu discurso, Nunes elogiou os dois aliados e afirmou que ambos defendem pautas como a família, o combate às drogas e o direito à vida, segundo a Oeste.

Representando o governo federal, o advogado-geral da União, Jorge Messias, transmitiu uma mensagem enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao público evangélico. Em sua participação, afirmou que a celebração não deveria ser utilizada para campanhas eleitorais. “Aqui não é lugar para comício”, declarou.


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