A escritora conservadora Allie Beth Stuckey criticou o relançamento da música Testify to Love, classificando a nova versão como um “hino de afirmação LGBTQ+”. As declarações foram feitas durante um episódio de 18 de maio do podcast Relatable.
A música, originalmente lançada em 1997 pela banda cristã Avalon, foi regravada por Michael Passons, Melissa Greene e o cantor country Ty Herndon, que é assumidamente gay.
Em comunicado divulgado pela GLAAD, Passons afirmou que passou anos cantando a música enquanto escondia sua orientação sexual.
“Gravar isso agora com Ty, Melissa e esse grupo incrível de artistas — sendo completamente eu mesmo — é um momento de fechamento de ciclo que antes eu achava impossível. Serve como um testemunho de que o amor não exclui”, declarou.
Durante o podcast, Stuckey afirmou que a canção passou a ser apresentada como uma música de afirmação LGBTQ+ e criticou interpretações bíblicas que, segundo ela, relativizam os ensinamentos cristãos sobre casamento e sexualidade.
“Existe essa ideia de que passagens que afirmam positivamente a santidade do casamento entre um homem e uma mulher e a santidade exclusiva da atividade sexual dentro desse casamento são simplesmente demais para suportar”, afirmou.
A comentarista declarou ainda que cristãos não devem considerar seus próprios entendimentos mais corretos ou compassivos do que os ensinamentos de Deus.
“A verdade é que não somos melhores que Deus. Não sabemos mais do que Ele. Não somos mais compassivos do que Ele”, disse. “Se algo nos parece cruel ou confuso quando recorremos à Palavra de Deus, o problema não está em Deus. Está em nós”.
Testify to Love tornou-se um dos maiores sucessos da música gospel nos anos 1990, permanecendo por meses no topo das paradas do gênero.
Michael Passons, integrante fundador do Avalon, afirmou anteriormente que deixou o grupo em 2003 por ser gay. Em declarações feitas em 2020, ele disse que foi surpreendido pela decisão da banda e alegou que a música “sempre” teve relação com afirmação LGBTQ+.
“Avalon apareceu na minha casa e me disse que eu não fazia mais parte do grupo. E tudo por causa de quem eu sou”, declarou na ocasião.
Melissa Greene, que integrou o Avalon entre 2002 e 2009, mais tarde passou a atuar como pastora associada da GracePointe Church, igreja conhecida por sua teologia inclusiva em Nashville. Em 2020, ela afirmou ser grata pela amizade desenvolvida com Passons ao longo dos anos e declarou que ambos passaram por mudanças pessoais em relação ao tema.
Em 2023, Greene oficiou a cerimônia de união LGBT de Ty Herndon com seu marido, enquanto Passons participou da cerimônia como padrinho, segundo o The Christian Post.
Antes do relançamento, Passons publicou um vídeo nas redes sociais afirmando esperar que o público ouvisse a música de uma nova maneira.
“Eu ainda acredito que o amor verdadeiro é livre de julgamentos, preconceitos ou discriminação”, afirmou.
Os integrantes atuais do Avalon — Janna Long, Greg Long e Jody McBrayer — não comentaram publicamente o relançamento da canção.
O professor de estudos bíblicos Denny Burk também comentou o caso em um artigo de opinião. Segundo ele, a música não deveria ser associada a pautas relacionadas à sexualidade.
“A canção pertence ao Avalon e à história, e não tem nada a ver com a promoção da perversão sexual”, escreveu.
Burk afirmou ainda que ex-integrantes da banda estariam tentando reinterpretar a música a partir de suas próprias experiências pessoais e incentivou ouvintes a continuarem ouvindo a versão original da canção.
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