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Congresso se divide após captura de Maduro e ataque dos EUA à Venezuela

A anunciada captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro após ataques de grande escala dos Estados Unidos à Venezuela escancarou a polarização política no Congresso Nacional brasileiro. Parlamentares da direita comemoraram publicamente a ofensiva americana, enquanto integrantes da esquerda e da base governista classificaram a ação como grave, ilegal e uma ameaça à soberania regional.

O ataque foi confirmado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que Maduro foi capturado e retirado do país. A operação, segundo o republicano, será detalhada em entrevista coletiva marcada para a tarde deste sábado, em Mar-a-Lago, na Flórida. Até o momento, o governo brasileiro não emitiu posicionamento oficial.

Entre parlamentares da oposição ao governo Lula, o tom foi de celebração. O deputado Zucco (PL-RS) afirmou que a captura de Maduro representa um marco histórico para a América Latina e abre caminho para a reconstrução institucional da Venezuela. Segundo ele, o episódio simboliza o fim de um ciclo de opressão e a chance de retomada do Estado de Direito, com eleições livres e respeito às liberdades democráticas.

Na mesma linha, o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) declarou que a queda de Maduro é positiva não apenas para a Venezuela, mas para o mundo. Já o deputado Mauricio Marcon (PL-RS) afirmou que o regime chavista chegou ao fim, comemorando o que chamou de derrota de uma ditadura de esquerda no país vizinho.

Do outro lado, parlamentares do PT e do PSOL reagiram com duras críticas à ofensiva dos Estados Unidos. A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) classificou o ataque como inaceitável e afirmou que se trata de uma violação direta da soberania venezuelana e de toda a América Latina. Para ela, a ação militar representa uma escalada perigosa do intervencionismo americano na região.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) prestou solidariedade à população venezuelana e acusou os Estados Unidos de promoverem uma agressão militar com o objetivo de controlar as reservas de petróleo e riquezas minerais do país. Já a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) afirmou que os bombardeios configuram uma grave violação do direito internacional e colocam civis em risco.

Enquanto o debate político se intensifica no Brasil, o governo da Venezuela decretou estado de emergência nacional e anunciou a mobilização de planos de defesa. O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, prometeu resistência à presença de tropas estrangeiras no território do país.

A escalada ocorre após meses de tensão entre Washington e Caracas, marcados pelo deslocamento de forças militares americanas para o Caribe e por ataques a embarcações, sob a justificativa de combate ao narcotráfico. A captura de Maduro amplia o impacto geopolítico da crise e aprofunda as divisões políticas dentro e fora do Brasil.

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Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

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