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cineastas querem alcançar famílias com o filme

O discipulado das novas gerações é a motivação central dos cineastas John Schafer e Tom Bancroft, responsáveis pela produção de Luz do Mundo, uma releitura animada em 2D da vida de Jesus narrada a partir da perspectiva do apóstolo João. A estreia está marcada para 5 de setembro nos cinemas, com foco em famílias e igrejas.

Tom Bancroft explicou que a decisão foi contar a história pelo olhar de João ainda jovem: “Como João é o mais novo, com cerca de 13 anos no nosso filme, podemos apresentar essa poderosa história bíblica do ponto de vista de alguém em busca de um Salvador, mas também de um amigo, e que descobre ser, na verdade, o Messias”.

Produção e trajetória dos cineastas

Bancroft tem longa experiência na Disney, com participação em produções como A Bela e a Fera, O Rei Leão e Mulan. Schafer, por sua vez, dirigiu e produziu episódios da série Superbook. A inspiração para o filme surgiu ainda nos anos 1990, quando o produtor Matt McPherson afirmou sentir que Deus o chamava para realizar um projeto sobre a vida de Jesus.

Mais de 400 artistas colaboraram com a produção, desenhando manualmente as cenas. Segundo os cineastas, a proposta é criar um clássico nos moldes de O Príncipe do Egito, mas com linguagem acessível a crianças e adultos.

Mensagem central e propósito evangelístico

O longa não foi concebido apenas como entretenimento, mas como ferramenta de discipulado. O desfecho apresenta uma mensagem clara do Evangelho e inclui uma oportunidade para os espectadores fazerem uma oração de entrega a Cristo. “Se você quiser levar alguém com quem se sente desconfortável em compartilhar o Evangelho, pode levá-lo ao cinema e deixar que este filme fale aos corações”, disse Schafer.

Para os diretores, o lançamento acontece em um momento oportuno, quando produções bíblicas como The Chosen e Casa de Davi alcançam destaque em diferentes plataformas. Schafer comentou: “O mundo está em busca de esperança. É o que vimos com The Chosen. As pessoas assistem porque estão procurando por algo. Creio que Deus está orquestrando tudo isso”.

Música e impacto espiritual

O filme conta ainda com a participação da dupla de louvor Shane & Shane, que compôs o hino Light of the World Medley. Schafer afirmou que a canção fortaleceu a visão do projeto: “Eles sentiram que isso seria um movimento e quiseram estar conosco”.

Os anos de dedicação impactaram também a fé pessoal dos realizadores. Bancroft declarou que sua forma de ler as Escrituras foi transformada: “Quando vi A Paixão de Cristo pela primeira vez, a Bíblia ganhou vida de uma maneira que eu nunca tinha experimentado. Agora temos a versão animada, mais adequada para crianças, e ela pode dar vida à Palavra para pessoas do mundo inteiro”.

Fidelidade bíblica e escolhas criativas

A produção buscou equilíbrio entre acessibilidade e fidelidade às Escrituras. Consultores teológicos participaram do processo, e os roteiristas tinham formação bíblica. Bancroft reconheceu: “Permanecer fiel às verdades bíblicas era a tarefa número um. Honestamente, foi Deus o tempo todo”.

As cenas mais delicadas, como a crucificação e a traição de Judas, foram tratadas com cautela. Em uma das passagens, o momento do prego sendo cravado é sugerido pela reação de João, evitando imagens explícitas. Na cena da traição, o beijo de Judas é mostrado com ênfase no impacto emocional da frase de Jesus: “Você trai um amigo com um beijo” (Lucas 22:48).

Schafer e Bancroft afirmam que o objetivo final é que Luz do Mundo leve pessoas de diferentes lugares a conhecerem a Cristo e entenderem que a redenção está disponível a todos. “Não há nada além de Deus envolvido nisso”, resumiu Bancroft.

O lançamento retoma a visão que surgiu há mais de três décadas e que, segundo os cineastas, se concretiza agora para alcançar uma nova geração. A expectativa é que o filme seja usado como recurso espiritual para famílias, igrejas e comunidades cristãs em diversos países.


Fonte: clique aqui.

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