Os artesãos oferecem uma gama de produtos, que inclui roupas e acessórios feitos à mão, bonecas de pano, rendas e até a fabricação e o conserto de instrumentos musicais. Lúcia Betânia, artesã há mais de 20 anos e servidora da Ecosol, destaca que a procura pelos itens de artesanato no local tem crescido a cada ano. “Aqui é talvez o principal ponto na cidade para quem busca materiais artesanais. Temos um público variado que vem de diferentes locais, e a demanda é crescente”, afirma.
Maria Sônia e sua filha, Tainara Sampaio, trabalham juntas em um dos boxes do Glauber Rocha, oferecendo serviços de costura personalizados. Com criatividade e um trabalho delicado, fazem da atividade a principal fonte de renda e veem nela uma perspectiva de empreender ainda mais no ramo. “Nós fazemos todo tipo de fardamento, e o cliente é quem manda no projeto. Agradeço à coordenação que sempre nos acolheu e nos ajudou a crescer”, diz Tainara.
Valorização da cultura local
Com 28 anos de experiência em artesanato, Maria da Piedade Melo ressalta a tranquilidade e a acessibilidade do espaço, salientando que o Glauber Rocha representa um ponto de convívio e valorização da cultura local. “Trabalhar aqui é tranquilo e perto de casa. Às vezes falta conhecimento do público sobre o que é feito aqui. Convido as pessoas a virem valorizar nosso trabalho, que é feito com amor e dedicação.”
- Maria da Piedade
- Lindinalva
Já Lindinalva Costa, que integra o projeto há 22 anos, compartilhou sua trajetória no Glauber Rocha: “Não tinha condições de pagar um espaço fora. Esse projeto foi uma bênção para mim. Tenho percebido um aumento na procura pelo nosso artesanato, o que é muito gratificante.”
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