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A fé que educa: o papel dos pais na formação dos filhos

Mais do que acompanhar boletins e reuniões, a presença dos pais na formação espiritual, emocional e moral dos filhos continua sendo o maior legado que uma família pode construir.

A fé que educa: o papel dos pais na formação dos filhos
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A fé que educa: o papel dos pais na formação dos filhos

Vivemos um tempo em que muitos pais estão mais atentos à rotina escolar dos filhos. Acompanham notas, participam de reuniões, comparecem aos eventos e demonstram interesse pelo desenvolvimento acadêmico das crianças. Esse envolvimento é importante e deve ser valorizado. Mas há uma pergunta que merece nossa reflexão: será que apenas acompanhar a vida escolar é suficiente para formar uma criança?

A Bíblia nos ensina que a educação dos filhos começa muito antes da sala de aula. Em Deuteronômio 6:6-7, Deus orienta que Seus ensinamentos estejam no coração dos pais e sejam transmitidos aos filhos “assentado em tua casa, andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te“. O discipulado acontece no cotidiano, na convivência e no exemplo.

É justamente nesse ponto que muitas famílias enfrentam um grande desafio. Em meio às exigências da rotina, do trabalho e das responsabilidades, o tempo compartilhado entre pais e filhos se torna cada vez mais escasso. E nenhuma tecnologia, atividade extracurricular ou instituição consegue substituir aquilo que nasce dentro do lar: o sentimento de pertencimento, segurança e amor.

Para Marcus Vinícius Oliveira da Silva, formado em Educação Física (Bacharelado e Licenciatura) pela Unicamp, pós-graduado em Aconselhamento Bíblico pelo Instituto Nutra e professor de Educação Física da Escola do Futuro Brasil, a verdadeira participação dos pais começa no relacionamento construído fora do ambiente escolar. “Não adianta oferecer uma boa escola e as melhores oportunidades se o filho não encontra em casa um ambiente de pertencimento e segurança. O maior desafio dos pais hoje talvez não seja apenas encontrar tempo, mas decidir que o relacionamento com os filhos é uma prioridade.”

Segundo o educador, as crianças chegam cada vez mais sensíveis emocionalmente, o que reforça a importância da presença dos pais na construção de vínculos sólidos. “Quando a criança possui uma referência firme dentro da família, ela encontra equilíbrio para enfrentar os desafios da escola e da vida. O vínculo construído em casa favorece o aprendizado, porque ela se sente segura para aprender, perguntar, errar e crescer.”

O exemplo continua sendo o maior ensino

A Palavra de Deus nunca apresentou a educação apenas como transmissão de conhecimento, mas como formação de caráter. Jesus ensinava caminhando, convivendo, ouvindo e servindo. Seu exemplo mostra que a influência nasce da presença.

Essa também é a convicção de Marcus Vinícius ao exercer a paternidade. “Procuro mostrar ao meu filho que a vida não gira em torno de si mesmo. Quero que ele aprenda a amar, respeitar, servir e cuidar das pessoas, assim como Cristo fez conosco. Mais do que ensinar o que é certo, desejo que ele encontre alegria em fazer o que agrada a Deus.”

Em uma cultura marcada pela pressa e pelas distrações constantes, desligar as telas, brincar, conversar, ler uma história ou simplesmente ouvir um filho pode parecer algo simples. No entanto, são justamente esses momentos que constroem confiança e criam espaço para que a criança compartilhe suas dúvidas, medos e experiências.

Escola e família são parceiras na mesma missão

A escola desempenha um papel fundamental no desenvolvimento das crianças, mas jamais substitui a missão dada por Deus aos pais.

“Na escola onde trabalho, o incentivo à participação da família faz parte da proposta pedagógica justamente porque a instituição acredita que o processo educativo se fortalece quando escola e lar caminham na mesma direção, compartilhando valores e princípios” comenta o professor.

Segundo ele, quando pais e educadores trabalham em parceria, a criança encontra coerência entre aquilo que aprende em casa e aquilo que vivencia na escola. Mais do que bons alunos, formam-se cidadãos íntegros, emocionalmente saudáveis e comprometidos com o próximo.

“No fim das contas, os boletins passam, as provas terminam e os anos escolares ficam para trás. O que permanece é o legado construído dentro de casa. É ali que os filhos aprendem, todos os dias, por meio do amor, da presença e do exemplo, quem Deus os chamou para ser”, complementa Marcus Vinícius.

Créditos:
Jornalista Euracy Campos
Prof. Marcus Vinícius Oliveira da Silva

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