Nos EUA, equipe feminina de natação se une contra a inclusão de homem biológico

Nos EUA, 10 membros da equipe feminina de natação do Colégio Roanoke, da Virgínia, se uniram contra a inclusão de um homem biológico ao time.

Esta é a primeira vez que as nadadoras se manifestam e gritam por justiça nos esportes aquáticos. O grupo teve o apoio de Riley Gaines e Paula Scanlan — duas nadadoras que competiram com a transexual Lia Thomas.

O atleta causou muitas polêmicas desde março. Sendo homem biológico, ele competiu na equipe feminina como “mulher”, na temporada 2021-2022 conquistando o 5º lugar nos 200 metros livres.

Mas, quando ainda competia como homem, classificou-se em 554º lugar, nos mesmos 200 metros livres, na temporada 2018-2019.

‘Desmoralizadas e desprezadas’

As nadadoras se disseram “desmoralizadas” e magoadas pela escola da Divisão III, de acordo com a Revista Oeste. Elas explicam que voltaram ao campus e souberam que um homem foi nomeado para fazer parte da equipe, sem que elas soubessem.

“Meus sentimentos e os sentimentos e o conforto da equipe foram ignorados quando priorizaram apenas um atleta”, disse Kate Pearson, de 19 anos, uma das três capitãs da equipe.

Bailey Gallagher, de 20 anos, a capitã sênior, comentou que algo semelhante ocorreu numa escola particular em Salem, Virgínia: “Me senti invisível e nosso bem estar foi descartado. Pedimos apoio à escola inúmeras vezes”.

A nadadora explica que nunca foram apoiadas e que a resposta sempre era o silêncio ou que elas resolvessem o problema sozinhas.

A direção do Colégio Roanoke foi procurada pela Fox News e pelo site esportivo Outkick, mas até o momento não deu nenhuma resposta.

‘Silenciadas por defender a verdade’

A nadadora Riley Gaines que está apoiando as 10 colegas de equipe disse durante uma entrevista, há três meses, que esse tipo de situação faz parte de uma “batalha espiritual”.

“Eu vi tão evidentemente como Deus se move através das pessoas e como Ele tem Sua mão sobre mim nesta situação, nesta luta. Eu sempre fui espiritual. Mas no ano passado, eu realmente fui despertada para isso”, disse.

“Acho que todos podemos concordar que esta é uma batalha espiritual. Não é só o certo contra o errado, o bom contra mau, mas é a moral contra o mal”, continuou

A nadadora lamentou por não se lembrar de alguém, como um técnico ou oficial, defendendo e protegendo as mulheres nesse tipo de situação: “Isso nunca aconteceu”.

“Luto pela próxima geração. Sei que as pessoas que vieram antes de mim também lutaram e as atuais atletas femininas estão efetivamente sendo silenciadas por defenderem a verdade”, concluiu.

Fonte: Guia-me