Em uma série de ataques brutais ocorridos entre a noite de sábado, 24 de dezembro, e a manhã de segunda-feira, 26, centenas de cristãos foram mortos e outros ficaram feridos no estado de Plateau, na Nigéria. As comunidades de Bokkos e Barkin-Ladi, de maioria cristã, foram as mais atingidas, com as celebrações de Natal transformadas em um período de luto.

Os conflitos em Plateau, frequentemente marcados por confrontos entre pastores muçulmanos e agricultores cristãos, têm uma longa história de tensões étnico-religiosas. Essa divisão tem sido uma fonte contínua de violência, exacerbada pela disputa territorial. No entanto, a dimensão religiosa dos conflitos não pode ser ignorada.

Paul Dakete, presidente da Coalizão de Nacionalidades Étnicas da Juventude de Plateau, expressou profundo pesar pelos ataques, lamentando a transformação das festividades em um período de luto. O governador de Plateau, Caleb Mutfwang, condenou veementemente a ação, descrevendo-a como “bárbara, brutal e injustificada”.

A Anistia Internacional, em declaração à Associated Press, pediu uma investigação imparcial e eficaz do Estado para entender as motivações por trás desses ataques devastadores.

Enquanto isso, figuras políticas internacionais como Éric Zemmour, presidente do partido francês Reconquête, e Katalin Novák, presidente da Hungria, expressaram suas preocupações nas redes sociais. Zemmour destacou o alto número de cristãos nigerianos mortos por sua fé em 2022, enquanto Novák enviou pensamentos e orações às famílias das vítimas, pedindo o fim desses massacres.

A Nigéria, um país dividido quase igualmente entre muçulmanos e cristãos, enfrenta frequentes ataques violentos, especialmente durante o período natalino. Estados como Jos, Plateau e Kaduna, são cenários de homicídios, torturas, violações e raptos quase diários contra cristãos. O problema, no entanto, raramente ganha destaque nas grandes mídias ocidentais, deixando muitos desses massacres sem a devida atenção internacional.

Os ataques mais recentes em Plateau não foram reivindicados por nenhum grupo até o momento. No entanto, a região noroeste e central da Nigéria vem sofrendo há anos com os ataques jihadistas do grupo Boko Haram, mercenários ligados ao Estado Islâmico e gangues criminosas.

A violência contínua na Nigéria levanta questões importantes sobre a proteção das minorias religiosas e a resposta internacional adequada a essas crises humanitárias.

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Fonte: O Fuxico Gospel