Líder defende ensino da Bíblia nas escolas americanas: “Não estamos indo bem sem ela”

Joel Penton, fundador e CEO da organização cristã “LifeWise Academy”, falou sobre a importância das crianças serem apresentadas à Bíblia antes de se tornarem adultos.

O líder contou sobre como a sua instituição está fornecendo instrução bíblica para alunos de escolas públicas dos Estados Unidos durante o horário escolar.

“Os estudantes americanos precisam da Bíblia, tanto os alunos do ensino fundamental e médio, quanto os universitários. Depois de frequentarem as escolas da nossa nação, muitos mostram um extraordinário analfabetismo bíblico e, como resultado, acabam agora com uma compreensão distorcida de si próprios, da nossa história nacional, da nossa herança judaico-cristã e da nossa experiência política de autogoverno”, disse ele à Fox News.

Joel explicou que para alguns, manter a Bíblia nas escolas parece escandaloso, pois a cultura atual é hostil à Palavra de Deus.

“Por que nossos alunos precisam da Bíblia? A começar pelo fato de que é o livro mais vendido de todos os tempos e estamos criando uma geração que ignora seu conteúdo. Acrescente a isso o seu estatuto de documento principal da história ocidental, é o livro que fez o nosso mundo”, afirmou ele.


Joel Penton. (Foto: Reprodução/YouTube/Joel Penton)

A Bíblia na constituição americana

Segundo Joel, o conhecimento da Bíblia é fundamental para a compreensão da cultura ocidental, pois ela influenciou a arte, a literatura, a filosofia, o sistema educativo e judicial, a compreensão do governo e da família, e teve um efeito profundo no humanitarismo e na filantropia.

“A Palavra de Deus é uma chave cultural que abre vocabulário, símbolos, imagens e metáforas em toda a cultura ocidental. De acordo com pesquisas realizadas por professores de inglês do ensino médio nos EUA, sabemos que o conhecimento da Bíblia confere uma vantagem educacional distinta aos alunos”, disse ele.

Joel afirmou que a Bíblia também é fundamental para a compreensão da história americana. De acordo com ele, a religião pública primitiva da América foi o cristianismo: “O que significa que as Escrituras forneceram a estrutura para a sociedade da época. Os fundadores da nossa nação leram a Bíblia e a citaram mais do que qualquer outro livro”.

“A Bíblia é tanto a nossa Declaração de Independência [‘todos os homens são criados iguais’] como a nossa Constituição [‘em si uma aliança nacional’]”, acrescentou ele.

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A Bíblia como parte da educação

Joel contou que não muito tempo atrás, a Bíblia era uma parte fundamental do sistema de educação público dos EUA.

“Me lembro que na minha escola pública no norte de Nova Jersey, fazíamos a ‘Oração do Pai Nosso’ e uma leitura da Bíblia [com os dez mandamentos fixados na parede da sala da escola]”, relembrou o líder.

E continuou: “A Bíblia moldou a nossa compreensão da lei e da liberdade. Nos deu uma perspectiva teísta — que existe um Deus soberano e uma razão para viver — que a natureza humana é mista e fixa — contraria a visão de que é plástica e que podemos ser o que quisermos ser — que existem dois tipos de liberdade e um é desastroso, que devemos amar e respeitar o nosso próximo, e que a fé e a razão são compatíveis”.

Joel afirmou que o pensamento de que é inconstitucional ensinar e ler a Bíblia na escola, surgiu na América em meados do século XX, quando o Supremo Tribunal decidiu pela primeira vez, a separação entre Deus e o Estado.

Segundo ele, houve uma mudança na autocompreensão de uma democracia cristã para uma democracia liberal. Então, a Suprema Corte decidiu que a oração e a leitura da Bíblia promovidas pelas escolas eram proibidas.

“Pessoalmente, penso que estas foram decisões desastrosas”, declarou ele.

A Bíblia e a geração Z

No entanto, a Bíblia ainda pode ser estudada como um recurso histórico nas escolas: “Acontece que as escolas públicas não podem usá-la para fins devocionais ou para promover crenças religiosas específicas. Mas pode ser usado como texto primário para ensinar o que diz e como influenciou nossa civilização”.

Ele observou que as instituições de ensino religiosas têm muito maior liberdade no que diz respeito ao ensino da Bíblia.

“Os estudantes americanos precisam da Bíblia. Deveríamos exigir o ensino das Escrituras nas escolas públicas como o documento principal da civilização ocidental e um livro que teve uma influência significativa na nossa história nacional. Ensine academicamente. Ensine como literatura, sua narrativa e personagens”, relatou Joe.

“Isso não significa que toda pessoa deva acreditar na Bíblia, mas toda pessoa instruída merece conhecê-la”, acrescentou.

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O líder concluiu observando a relevância da Palavra de Deus para a geração Z: “O fato é que não estamos indo muito bem sem a Bíblia. Não é apenas o problema do analfabetismo bíblico, é a falta de propósito de tantos jovens, as altas taxas de suicídio, a crise de saúde mental, a falta de formação de carácter, a confusão de gênero, o novo anti-intelectualismo (que vem com ataques a ideia de verdade, sabedoria e razão)”.

E continuou: “E é a mudança ideológica nas nossas escolas, da democracia liberal para o neo-marxismo, que está deixando as pessoas mais fragmentadas, divididas e desesperadas do que nunca. Neste aspecto, a nossa recente fobia bíblica tem sido um desastre”.

Fonte: Guia-me