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Guerra na Ucrânia entra no 3º ano com ajuda militar dos EUA em risco

As principais autoridades do governo do presidente Joe Biden passaram o último fim de semana na Europa tentando acalmar o nervosismo com a perspectiva do fim da ajuda militar dos Estados Unidos à Ucrânia, assegurando aos aliados, à medida que a guerra entra em seu terceiro ano, que Washington, de alguma forma, vai manter seu apoio.

Apenas dois dias depois, o presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, o republicano Mike Johnson, que até agora tem bloqueado a aprovação de um projeto de lei que inclui 60 bilhões de dólares em novos recursos para a Ucrânia, publicou uma foto sua sorrindo com o ex-presidente Donald Trump, que se opõe à ajuda para Kiev.

O contraste ressaltou os desafios que o governo Biden enfrentará se o Congresso não aprovar mais assistência militar, da qual a Ucrânia precisa desesperadamente para conter os invasores russos.

Até o momento, o governo de Biden tem descartado a possibilidade de discutir um plano B.

Trump, favorito à indicação presidencial republicana e um crítico de longa data da Otan, tem ameaçado nas últimas semanas abandonar alguns aliados europeus caso eles sejam atacados pela Rússia.

Enquanto a vice-presidente Kamala Harris e outras autoridades do governo projetavam confiança na semana passada em em um encontro sobre a segurança ocidental em Munique, Kiev estava perdendo território para a Rússia. Moscou assumiu o controle no domingo da cidade de Avdiivka, seu maior ganho nos últimos nove meses.

“Isso aconteceu em grande parte porque a Ucrânia está ficando sem armas devido à inação do Congresso”, disse o conselheiro de segurança nacional de Biden, Jake Sullivan, na terça-feira, alertando para o pior que está por vir se os parlamentares não agirem.

Na semana passada, o Senado aprovou um projeto de lei de 95 bilhões de dólares que fornece assistência a Ucrânia, Israel e Taiwan por uma votação esmagadora de 70 a 30, com 22 republicanos se unindo à maioria dos democratas para votar favoravelmente à proposta. Mas Johnson enviou a Câmara para um recesso de duas semanas sem levar a medida para votação.

Desde então, republicanos e democratas do Senado têm se juntado aos que pedem a aprovação do auxílio.

Se aprovado, o financiamento elevaria o investimento total dos EUA no conflito para 170 bilhões de dólares, embora o Congresso não tenha aprovado nenhuma ajuda importante para a Ucrânia desde que os republicanos assumiram o controle da Câmara, em janeiro de 2023.

Quase dois terços dos 60 bilhões de dólares iriam para empresas norte-americanas que fabricam equipamentos militares para a Ucrânia, grande parte deles para substituir o material já enviado.

É improvável que a Câmara considere o projeto antes de meados de março.

Fonte: CNN Brasil

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