A dificuldade de aumentar a adesão aos imunizantes em adolescentes tem levado especialistas a sugerir que o imunizante seja ofertado em instituições de ensino no Brasil. A proposta ganhou força no mesmo momento em que os imunizantes atingiram metas de baixa coberturas no Programa Nacional de Imunizações ( PNI). A chefe de saúde do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Luciano Phebo, argumenta que a vacinação nas escolas seria uma forma de acelerar a volta das coberturas vacinais. "Outros setores como a educação devem trabalhar junto com o SUS e o Programa Nacional de Imunizações. Se as escolas não atuarem junto, nós não vamos conseguir dar essa aceleração", disse Phebo em entrevista à Agência Brasil. Para a especialista, a atuação vai além de vacinar nas unidades de ensino, "fazendo vacinação nas escolas, campanhas de vacinação, educação em saúde, trazendo para a escola essa temática da saúde como importante para se cuidar, do autocuidado dos pais e mães, o cuidado com as crianças pequenas. A vacinação é uma questão legal. A criança tem o direito a ser protegida", explica. A imunização nas escolas já faz parte dos planos do Ministério da Saúde para enfrentar as baixas coberturas vacinais. A estratégia de multivacinação adotada no Amazonas e no Acre desde junho projeta essa ação entre as possibilidades de vacinação fora dos postos de saúde. A vacinação de crianças e adolescentes nas escolas pode incluir o apoio de profissionais de saúde da atenção primária, para leitura de caderneta de vacinação. A vacinação e o registro de doses aplicadas estarão disponíveis no Sistema de Informação Oficial do Ministério da Saúde. O público prioritário para essa ação são as crianças e os adolescentes de 9 a 15 anos de idade. A lista de imunizantes para serem ofertados são dT, Febre Amarela, HPV, Tríplice Viral, Hepatite B, Meningite ACWY e Covid-19. A pasta orienta também que a vacinação escolar deve ser precedida de ação pedagógica e de divulgação voltada aos estudantes sobre a importância da vacinação. Caso o responsável não autorize a vacinação da criança ou adolescente, ele deverá ser orientado a assinar e encaminhar à escola o "Termo de Recusa de Vacinação". Em Salvador, a Secretaria da Saúde Municipal já tinha indicado que iria realizar campanhas de vacinação nas escolas municipais.Fonte: Bahia Notícias