Antiga profecia de rabino é relembrada: “Depois de Netanyahu virá o Messias”

Muitas pessoas que conheceram ou ouviram falar do rabino ortodoxo Menachem Mendel Schneerson ou o ‘rebe de Lubavitcher, o sétimo e último ‘rebe’ (mestre) do movimento Chabad Lubavitch, está agora se questionando se sua antiga profecia será cumprida — de que após o governo de Benjamin Netanyahu viria o Messias.

Lembrando que, para os judeus, o ‘Messias’ seria o Anticristo descrito na Bíblia, para os cristãos.

Menachem morreu em 1994, aos 92 anos. Em 1990, porém, ele teve um encontro com Netanyahu, atual primeiro-ministro de Israel, desde 2022. Na ocasião, Bibi, como é chamado pelos judeus, estava com 41 anos.

Foi durante o encontro, como pode-se ver no vídeo abaixo, que Menachem profetizou que Netanyahu seria o primeiro-ministro e que “passaria o cetro ao Messias”, conforme o Israel Today.

Trajetória de ‘Bibi’ desde a profecia

Em 1996, Benjamin Netanyahu assumiu o cargo e permaneceu até 1999. Dez anos depois, em 2009, ele assumiu o cargo novamente e permaneceu até 2021, se tornando o político que mais ficou à frente do governo israelense na história da nação.

Em 2022, após as eleições parlamentares, Netanyahu reocupou o cargo e com o país vivendo um “clima apocalíptico”, como descreve o Israel Today.

“Será que Netanyahu, a nação e o mundo darão as boas-vindas em breve ao Messias?”, questionou o judeu Aviel Schneider, autor do artigo publicado pelo veículo.

Trajetória de ‘Bibi’ depois da profecia

Segundo Aviel, os rabinos acreditavam na época que Netanyahu seria o último primeiro-ministro de Israel e depois dele viria o reinado do Messias prometido, mas o seu primeiro governo caiu em 1999.

No ano seguinte eclodiu a Segunda Intifada e, em 2005, Israel evacuou os colonatos judaicos em Gush Katif, na Faixa de Gaza, e entregou o enclave costeiro aos palestinos.

“Um ano depois, o Hamas assumiu o controle de Gaza. Em 2009, Benjamin Netanyahu tornou-se primeiro-ministro de Israel pela segunda vez e governou até 2021. Os seus eleitores, em parte, viram em Bibi o ungido de Deus, o Messias e Rei Davi, um herói que não tem concorrência entre o povo”, explicou Aviel.

“Não só no país, mas também no exterior, os cristãos elogiam os mensageiros de Deus na terra, especialmente nos EUA. Do ponto de vista deles, Bibi não era substituível, e isso foi verdade por um tempo. É claro que isto irrita os seus oponentes, que não conseguem lidar com o fato de Bibi ser glorificado como uma figura messiânica e mensageiro de Deus, apesar das suas travessuras políticas. Também em Israel, muitas pessoas viam Benjamin Netanyahu como um salvador”, continuou.

‘As pessoas estão falando novamente sobre a antiga profecia’

Mesmo sendo glorificado por muitos, Bibi acabou por cair na oposição durante cerca de um ano, até ser eleito pela terceira vez, em novembro de 2022.

“E agora há uma guerra sob o governo de Netanyahu (Israel e Hamas) e esta pode expandir-se para uma guerra em múltiplas frentes ou até mesmo se transformar numa guerra mundial”, comentou Aviel.

“Esta não é uma ideia maluca, mas uma percepção política da realidade atual. Quem não quer ver e acreditar nisso, provavelmente vive num mundo diferente”, disse ainda.

“Agora as pessoas estão falando novamente sobre a antiga profecia do Lubavitch e estão vendo uma possível situação em que tudo chegará ao auge. Será que Bibi será realmente o último primeiro-ministro de Israel antes da chegada do Messias?”, questionou ao concluir.

Fonte: Guia-me