O senador Carlos Viana afirmou na terça-feira, 17 de março, em Brasília, que não há evidências de repasses do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para igrejas. A declaração foi feita durante coletiva sobre as investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que apura possíveis fraudes e irregularidades.
Presidente da comissão, Viana declarou que, até o momento, não foi identificada ligação entre instituições religiosas e recursos do INSS. “Não há, até o momento, qualquer ligação de que a igreja tenha recebido dinheiro do INSS”, afirmou. Ele explicou que o foco das apurações está na atuação de um pastor com CNPJ próprio e vínculos com o Banco Master, que deverá prestar esclarecimentos.
O senador também anunciou que apresentará requerimento para compartilhar com a CPMI do crime organizado a quebra de sigilo fiscal de Fabiano Campos Zettel. Segundo ele, as informações ficarão disponíveis aos parlamentares para aprofundamento das investigações.
De acordo com Viana, seis igrejas foram citadas ao longo das apurações. Três apresentaram indícios de lavagem de dinheiro e tiveram o sigilo quebrado. Outras três, entre elas a Igreja Batista da Lagoinha, foram mencionadas em razão de contribuições realizadas por pessoas investigadas.
A CPMI aprovou convocações e convites para que líderes religiosos prestem esclarecimentos. Entre os nomes citados estão César Belucci do Nascimento, André Machado Valadão, Péricles Albino Gonçalves, Fabiano Zettel e André Fernandes.
As medidas adotadas pela comissão têm como base relatórios de inteligência financeira e dados da Receita Federal. Entre as instituições mencionadas em requerimentos estão Adoração Church, Assembleia de Deus Ministério do Renovo, Ministério Deus é Fiel Church (SeteChurch) e Igreja Evangélica Campo de Anatote.
Em nota divulgada em janeiro, a Igreja Batista da Lagoinha negou envolvimento nas investigações. A instituição informou que afastou Fabiano Zettel após as primeiras denúncias e declarou que ele não mantém vínculo com a igreja desde novembro de 2025. Também afirmou que não há provas de utilização da igreja em esquemas relacionados ao caso e classificou como falsas as associações feitas.
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