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Polícia Civil de SP deflagra megaoperação e cumpre 1,4 mil mandados contra agressores de mulheres

A Polícia Civil de São Paulo iniciou uma ampla operação em todo o estado para cumprir cerca de 1,4 mil mandados de prisão contra suspeitos de crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher. A ofensiva, deflagrada nesta terça-feira, marca uma das maiores mobilizações já realizadas com foco específico no enfrentamento da violência de gênero.

As ordens judiciais começaram a ser executadas ainda na noite de segunda-feira (29) e, até o fim do dia, ao menos 100 pessoas já haviam sido presas. Os mandados abrangem diferentes tipos de agressões previstas na legislação e atingem investigados em diversas regiões paulistas.

Ação simultânea

A operação envolve todos os Departamentos de Polícia Judiciária do Interior e da Capital, com participação direta das Delegacias de Defesa da Mulher. Ao todo, cerca de 1,7 mil policiais civis atuam de forma simultânea em dezenas de municípios, cumprindo decisões judiciais expedidas pela Justiça.

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico, destacou que o objetivo é garantir a efetividade das ordens judiciais e retirar de circulação indivíduos acusados de manter histórico de violência contra mulheres.

Enfrentamento à violência de gênero

Segundo o governo estadual, a ação faz parte de uma estratégia mais ampla de combate à violência contra a mulher, que combina repressão policial, prevenção e políticas públicas de proteção às vítimas. A meta é interromper ciclos de agressão, ampliar a sensação de segurança e reforçar a atuação do Estado diante desse tipo de crime.

A operação conta com apoio da Secretaria de Políticas para a Mulher e está alinhada a iniciativas institucionais voltadas à ampliação da rede de proteção feminina.

Rede de proteção 

Entre as ações em curso estão o fortalecimento das Delegacias de Defesa da Mulher, com ampliação do atendimento em regime de 24 horas, e o uso de ferramentas tecnológicas que permitem contato direto das vítimas com as forças de segurança.

O governo estadual avalia que operações desse porte devem se tornar mais frequentes, como forma de dar resposta rápida à sociedade e sinalizar tolerância zero com crimes de violência doméstica e familiar.

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Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

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