Os bastidores de Brasília voltaram a ferver diante da expectativa pela sabatina de Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF). E, como era previsível, o processo ganhou contornos políticos bem além da mera avaliação técnica. No centro das articulações, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, teria colocado na mesa uma exigência de peso para “facilitar” a vida do indicado: o comando do Banco do Brasil.
A cadeira, considerada estratégica dentro da estrutura econômica do país, é cobiçada por Alcolumbre há anos, e agora surge como possível moeda de troca no jogo de influências do Senado. A demanda, segundo interlocutores, se tornou um dos pontos sensíveis na negociação.
Banco do Brasil em má fase
O interesse do senador aparece em um momento delicado para a instituição financeira. Em 2025, o Banco do Brasil acumulou resultados negativos em todos os balanços trimestrais, cenário que acendeu alertas na equipe econômica e provocou críticas sobre a condução atual da instituição.
Mesmo assim, cresce a percepção de que dificilmente a solução virá de um nome imposto por articulações políticas, especialmente em meio às pressões por aparelhamento de estatais. O receio é de que um apadrinhado de Alcolumbre possa aprofundar a crise, e não revertê-la.
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