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Tarcísio empossa secretárias e exalta ampliação de número de mulheres no governo

Governador minimizou o baixo orçamento da Secretaria de Políticas para a Mulher: ‘melhor coisa é gastar orçamento dos outros’

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) empossou duas novas secretárias nesta segunda-feira, 6, e ampliou a presença feminina no primeiro escalão do governo de São Paulo. Agora, 28% das pastas são comandadas por mulheres.

Embora tenha exaltado a representatividade no secretariado, o governador minimizou o baixo orçamento da Secretaria de Políticas para a Mulher. Dos R$ 24 milhões previstos para 2024, apenas R$ 1 milhão já foi empenhado.

Segundo Tarcísio, isso não é um problema porque a atuação da pasta é transversal. “É quem vai atuar com a Secretaria de Saúde, por exemplo. A melhor coisa é gastar orçamento dos outros”, declarou o governador. O Estado bateu recorde de feminicídios em 2023.

A declaração ocorreu durante a posse da deputada estadual Valéria Bolsonaro (PL), casada com um primo do ex-presidente, e Andrezza Rosalém, economista que trabalhou no governo de Paulo Hartung no Espírito Santo. Elas comandarão, respectivamente, as pastas de Políticas para a Mulher e Desenvolvimento Social.

As duas substituem Sonaira Fernandes (PL) e Gilberto Nascimento Júnior (PL). Eles deixaram o cargo no início de abril porque tentarão se reeleger como vereadores de São Paulo.

Com as trocas, agora são sete secretárias de um total de 25 postos no primeiro escalão do governo Tarcísio: Marília Marton (Cultura), Natália Resende (Meio Ambiente), Helena Reis (Esporte), Lais Vita (Comunicação), Inês dos Santos (Procuradoria Geral do Estado), além de Valéria e Andrezza.

“É um secretariado cada vez mais feminino”, disse Tarcísio na cerimônia, citando também a nomeação de três desembargadoras para o Tribunal de Justiça de São Paulo e a escolha de mulheres para comandar o Ministério Público de Contas e a Defensoria Pública.

“E por que? Competência, só isso”, continuou o governador. “Tinha que fazer aquela escolha e você olhava a lista e puxa, tenho aqui os melhores currículos, melhores perfis. Com todo respeito aos homens que estavam na lista”, acrescentou, brincando que só não nomeou uma mulher para a Procuradoria-Geral de Justiça porque a lista tríplice era formada apenas por homens.

Questionada por jornalistas, Valéria Bolsonaro disse que ainda está “tomando pé” da secretaria, mas que quer dar continuidade ao que foi feito por sua antecessora, a também bolsonarista Sonaira Fernandes.

Segundo o cerimonial do evento, o lema “Deus, Pátria, Família e Liberdade” serve como ponto de partida para entender “as propostas de trabalho e o perfil conservador da secretária”.

“A secretaria tem um papel transversal. A gente gastar o dinheiro das outras secretarias vai ser uma bênção. Vai dar tudo certo”, disse ela em breve entrevista à imprensa.

Tarcísio escolheu em março a advogada Débora Brandão para se tornar desembargadora do TJ-SP pelo quinto constitucional, mas a lista de opções era toda feminina.

No ano passado, o governador escolheu Marcia Lourenço Monassi e Ana Paula Corrêa Patiño para o mesmo tribunal. Nestes casos, as listas tríplices também eram compostas por homens.

Fonte: clique aqui.

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