O presidente Lula (PT) chamou nesta terça-feira (23) a manifestação de Jair Bolsonaro (PL) em Copacabana, no Rio de Janeiro, de “ato de fascista” e disse não se preocupar.
No ato anterior do adversário político, realizado em São Paulo, Lula não minimizou. O ex-presidente, em fevereiro, reconheceu que foi grande, e disse ter sido um “ato em defesa do golpe”.
“Não vi o ato porque tava fotografando o Minha Casa Minha Vida do [pássaro] João de Barro. Descobri quatro casas de João de Barro e resolvi fazer um filme para publicar na internet, por isso não vi [manifestação]. Não me preocupa atos de fascista, não. Me importa o seguinte: vou fazer esse país dar certo”, afirmou.
Lula participou na manhã desta terça-feira de um café da manhã com jornalistas que cobrem a Presidência da República, no Palácio do Planalto. O evento foi transmitido ao vivo nos canais oficiais do governo federal.
Como a Folha mostrou, aliados e ministros do governo Lula (PT) minimizaram o impacto do ato de Jair Bolsonaro (PL) em Copacabana. Alvos dessa manifestação, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), optaram pelo silêncio.
Integrantes do primeiro escalão do governo disseram que não se preocuparam em assistir aos discursos ou não quiseram se manifestar abertamente.
A ideia de integrantes do governo é não dar relevância ao ato, considerado de médio porte, sem grandes novidades políticas e com adesão de uma parcela da população já cristalizada no bolsonarismo.
Em fevereiro, Lula disse que o foi “grande” e que “não é possível você negar um fato”. A declaração foi dada ao jornalista Kennedy Alencar, no programa É Notícia, da RedeTV!.
Lula afirmou que as imagens da manifestação comprovam o tamanho do ato. “Eles fizeram uma manifestação grande em São Paulo. Mesmo que não quiser acreditar, é só ver a imagem. Como as pessoas chegaram lá ‘é outros 500′”, disse, na ocasião.
O café da manhã desta terça começou com uma cobrança à imprensa. O ministro Paulo Pimenta (Secom) reclamou que a imprensa deu destaque para a fala de Lula pedindo que Haddad deixasse de ler um livro para articular politicamente com o Congresso.
Acrescentou que era uma brincadeira do presidente Lula e que a imprensa preferiu dar destaque para isso e não para o lançamento do programa Acredita.
Lula, por sua vez, adotou um tom mais ameno nas críticas. “A lição que aprendemos [em um encontro com jornalistas no passado] é que se a gente não quiser manchete negativa, a gente não tem que dar pretexto para que as pessoas façam as manchetes. É preciso que a gente pense nas coisas que a gente fala”.
O presidente então aproveitou a sua fala de abertura para falar os benefícios do programa Acredita, que libera crédito para pequenos empresários e integrantes do CadÚnico do governo, e também para
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