O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) encerra nesta quarta-feira (9) o julgamento das ações levantadas pelo PT e pelo PL contra o senador Sergio Moro (União-PR). O placar do julgamento está em 3×1 contra a cassação do parlamentar. Votam hoje os desembargadores Julio Jacob, que ontem pediu vista (mais tempo para analisar o processo), Anderson Fogaça e Sigurd Roberto Bengtsson, presidente da Corte. As siglas ainda podem recorrer da decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).Â
A disputa judicial pode resultar na cassação do mandato do parlamentar e de seus suplentes, o que obrigaria o Paraná a realizar uma nova eleição para a vaga no Senado. De acordo com os partidos PL, do ex-presidente Bolsonaro, e PT, do presidente Lula, o senador cometeu abuso do poder econômico por meio do uso irregular de recursos de campanha nas eleições de 2022. Além disso, as siglas também apontam que o parlamentar se beneficiou de sua exposição como pré-candidato à presidência na disputa pelo Senado no Paraná.
Como os desembargadores votaram
Na sessão desta segunda-feira, a desembargadora Claudia Cristina Cristofani manifestou em seu voto que considera improcedentes os processos contra o senador. O desembargador Guilherme Denz seguiu o voto do relator e também afastou a cassação de Moro. Com os votos dos dois, o julgamento se aproxima mais da manutenção do mandato do senador.Â
Durante a primeira sessão do julgamento, na segunda-feira passada, o relator do caso, desembargador Luciano Carrasco Calavinha Souza, considerou a cassação do parlamentar improcedente. Para ele, o senador não excedeu o teto de gastos durante a campanha. O magistrado corroborou com o argumento da defesa de que o ex-juiz já era uma figura de conhecimento amplo da população antes mesmo da pré-campanha e acrescentou que as provas dispostas pela acusação, quanto aos gastos em campanha, eram âfrágeisâ.
Publicidade
O único voto a favor da cassação de Moro foi do desembargador José Rodrigo Sade, que considerou como parcialmente procedentes os processos contra o senador. De acordo com o magistrado, o ex-juiz se beneficiou de sua pré-campanha à presidência, quando ainda estava no Podemos. Por meio das redes sociais, ele aponta que Moro teve projeção inclusive no Paraná, onde venceu o pleito no Senado. Apesar disso, o desembargador reconheceu que se trata de um processo complexo.
Você gostou desse conteúdo? Compartilhe!


