O secretário de relações institucionais do Planalto, Alexandre Padilha, se pronunciou nesta segunda-feira (8) em defesa da atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), diante da provocação levantada pelo empresário sul-africano Elon Musk, proprietário das companhias Tesla, SpaceX e Twitter. De acordo com o representante do governo, a ameaça deliberada de descumprir ordens judiciais atenta diretamente contra a soberania brasileira.
No último sábado, Elon Musk anunciou, em seu próprio perfil, que removeria as restrições à s contas retidas por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito das milÃcias digitais. Ele também acusou Moraes de promover a censura no paÃs, ameaçou fechar a representação local da empresa e orientou usuários a, em caso de bloqueio da plataforma por ordem judicial, permanecerem acessando por rede virtual privada (VPN).
Padilha considerou âinadmissÃvelâ o que classificou como âum ataque ao ministro Alexandre de Moraesâ, bem como ao STF e âao conjunto daqueles que defendem a soberania do nosso paÃsâ. O secretário acrescentou a posição a favor de uma reação institucional conjunta dos três poderes da república. âA nossa soberania está sendo atacada, e nós vamos responder com mais soberaniaâ, declarou.
Além de ressaltar a posição em apoio ao Judiciário, Alexandre Padilha cobrou a construção de âuma resposta polÃtica institucional que envolva o Congresso, o Executivo, a sociedade civil e avance no marco regulatório, tanto da inteligência oficial quanto do combate à s fake newsâ. O governo é favorável à aprovação do Projeto de Lei 2630/2020, que prevê a regulamentação das plataformas de rede social.
A posição do secretário se soma à apresentada em nota pelo PT. Mais cedo, o partido também havia demonstrado solidariedade ao Supremo, bem como cobrado o avanço no debate sobre o PL 2630. âA ofensiva truculenta do dono do X é mais uma evidência de que as plataformas devem se submeter a uma regulamentação muito clara, como ocorre em outros paÃses, para que deixem de servir à propagação de mentiras e campanhas de ódioâ, argumentou a sigla.
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